Esquizofrenia


À insanidade; uma última chance. Peço apenas isso.

Se paranoia é um transtorno delirante persistente, o que é o amor?

Amor é tarja preta e vermelha e toda cor que a luz permite ser. A luz, não a lucidez. Louco. Ou para todos os efeitos, apaixonado. Paixão colateral tem seus sabores; tóxicos. A cada fuga, volto a te encontrar. Já não existe saída, ocupamos o mesmo lugar. O mesmo batimento. Bomba cardíaca nega parada. Acelera! Explode por acidente quando as velhas angústias pedem asilo no peito. Tóxico! Seu veneno cura minhas funções vitais. Veneno sereno. Batidas, ritmo tóxico, até atingir silêncio perpétuo. Que é quando você está perto.

Pisco. Perco o momento. Outra realidade me invade.

Suspendo meus sentidos. Amor não sabe viver sem irrealidade. Estimulantes e vícios estão sempre na superfície de um toque. Ópio para acordar! Analgésicos para sentir! Dependência é liberdade mascarada como amor. O mundo inteiro está entre nosso olhar. Intenso! Perco-me em seus olhos como se desconhecesse outros.

Viver é caricatura, sem cura. Expressionismo é sempre distorção! Sempre. E o amor é o desesperado desejo pela vida. É quando o vazio lá fora deixa de encaixar tão bem no que sinto. O que não voa, desaba. O voou… As loucuras me levam à você.   

Sanidade? Utopia! Coração não nasce, é feito! Nasci caricatura. E vou morrer como o amor. Que é imortal em uma breve eternidade.

O meu vazio nasce da sua ausência. Apenas. Psicose grave?

2 comentários:

  1. Oii Fernanda!
    Que texto legal! Sério! :D

    Beijinhos,
    Nina
    www.storytimestoryteller.blogspot.com

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    Respostas
    1. Obrigada, Nina!

      Se quiser ler mais, visite meu blog: www.correioelegante.blog.br

      beijos!

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